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quarta-feira, 2 de março de 2011

0006 - Placing Animals in the Neolithic Social Zooarchaeology of Prehistoric Farming Communities




This book presents a new perspective on the social milieu of the Early and Middle Neolithic in Central Europe as viewed through relations between humans and animals, food acquisition and consumption, as well as refuse disposal practices.

Based on animal bone assemblages from a wide range of sites from a period of over 2,000 years originating in both the North European Plain lowlands and the loess uplands, the evidence explored in the book represents the Linear Band Pottery Culture (LBK), the Lengyel Culture, and the Funnel Beaker Culture (TRB) allowing us to follow the dynamic development of early farmers from their emergence in the area north of the Carpathians up to their consolidation and stabilization in this new territory.
This title is sponsored by Institute of Archaeology, University College London.
"… the book is about ‘interpretive social zooarchaeology’, focusing on Central European early farming (Neolithic) communities. Marciniak adopts a taphonomic approach, as do a growing number of zooarchaeologists today, and looks at the ‘horizontal distribution of faunal remains’ — the latter being something which is undertaken less often than it is when considering other archaeological material such as stone tools. As such it is not a new approach, but it is a new attempt to combine approaches which are frequently considered separately…there is one thing which cannot be denied: it amply illustrates the complexity of the faunal record — a complexity which is often overlooked when dealing with the post- Pleistocene record. It shows that social as well as economic reconstruction may be possible, that faunal data can record something more than the environment and what was eaten. "
- Katie Boyle, Environmental Archaeology

"[This is] a bold and refreshing attempt by Arkadiusz Marciniak to re-energize and broaden studies of animals in the early and middle Neolithic of central Europe. I see much still to do as we try to come to grips with all aspects of keeping, managing, eating and thinking animals in the early to middle Neolithic, but this book is a significant contribution to that process. "
- Alasdair Whittle, Cardiff School of History and Archaeology
Fonte

Cláudia Costa

terça-feira, 1 de março de 2011

0004 - O contributo da Zooarqueologia

A Zooarqueologia é entendida como a disciplina que estuda dos restos de animais provenientes dos sítios arqueológicos numa perspectiva antropológica sendo o seu principal objectivo a compreensão do comportamento humano na sua relação com o meio ambiente envolvente, distinguindo-se da Arqueozoologia que se debruça sobre a perspectiva biológica da evolução das espécies animais sob influência do comportamento humano.
Surge na primeira metade do século XX, mas é na década de 60, com a implantação da designada Nova Arqueologia, que se afirma, nomeadamente com o desenvolvimento de uma metodologia própria, assumindo inclusivamente uma enorme importância como estudo actualístico. Com o desenvolvimento das correntes pós-processualistas assume um novo objectivo: a compreensão da dimensão social e cultural da relação do Homem com o outro animal.
Beneficia largamente da introdução do conceito de contexto na Arqueologia, primeiro com o desenvolvimento da Middle Range Theory por Lewis Binford e Michael Schiffer e mais tarde com a designada Arqueologia Contextual de Ian Hodder que eleva o conceito ao “contexto de uso” através da aplicação da hermenêutica.
Na actualidade, no espaço europeu, o desenvolvimento de estudos arqueofaunísticos de contextos históricos, permitiu a criação de interfaces entre os estudos das faunas e outras áreas do saber, como a História, a Etnografia e a Antropologia que rapidamente tiveram eco na produção científica sobre épocas pré-históricas. Assiste-se, assim, a um abandono progressivo da perspectiva estritamente economicista e funcionalista na interpretação das associações faunísticas para se começarem a abrir novos caminhos na interpretação dos restos faunísticos em que os restos são entendidos como reflexo de organizações politicas, sistemas de crenças, estatuto social e construção de identidades.
A introdução da Zooarqueologia na plataforma de interdisciplinaridade que pretende ser o CEOPH tem todo o sentido e surge como consequência desta evolução epistemológica, principalmente no que diz respeito à questão da relação Homem/Animal. Esta participação tem um objectivo muito claro, a promoção do debate sobre a interpretação das associações faunísticas em contextos arqueológicos à luz da contextualização de novas linhas de investigação que poderão estender-se da Antropologia à Psicologia Social ou Arqueologia Cognitiva.

Cláudia Costa